Exposição “Brasília – da Utopia à Capital” em Londres

A mostra, que conta a trajetória da construção de Brasília, será aberta em 30 de julho e fica um mês em cartaz na Inglaterra

A epopeia da construção da Nova Capital do Brasil, no fim da década de 1950, desperta sempre curiosidade. Como foi criada, do nada, uma nova cidade no centro do País, em apenas três anos e dez meses?

Com o objetivo de contar essa história mundo afora, a exposição Brasília – da Utopia à Capital chega a mais um destino. Desta vez, na Embaixada do Brasil em Londres.

Circulando desde 2010, a mostra já recebeu um público de 300 mil pessoas e esteve em importantes cidades do mundo, como Paris, Berlim e Moscou, esta última no período da Copa do Mundo no ano passado.

“A receptividade é sempre curiosa. Em Paris, os visitantes gostavam de ficar horas dentro da exposição, desenhando os edifícios de Oscar Niemeyer. Na Índia, algumas pessoas me perguntavam se realmente este projeto da cidade existia, ainda pensavam que a capital era no Rio de Janeiro”, revelou Danielle Athayde, idealizadora e curadora da exposição.

A mostra foi resultado da tese de mestrado de Danielle na Fundação Ortega y Gasset, em Madri, na Espanha. “A história da cidade gerava muita curiosidade nas rodas de amigos por onde eu circulava. Foi a forma que encontrei de falar da cidade que eu amo”, revelou.

Na mostra, é possível ver os primeiros esboços de Oscar Niemeyer, um pouco da arte produzida para a nova capital e toda a modernidade imprimida em Brasília, que se tornou referência mundial.

“Existe um interesse muito grande sobre o projeto da criação e construção de Brasília. Sobre os trabalhos de Oscar Niemeyer e Lucio Costa e sobre termos uma cidade com um museu de obras de arte a céu aberto”, acredita.

São cerca de 300 peças, entre obras de arte e documentos importantes da época. Elas pertencem a coleções brasileiras públicas e privadas, dentre elas, do Instituto Moreira Salles, do Arquivo Público do Distrito Federal e do acervo da Coleção Brasília, de Domício e Izolete Pereira. “Na minha percepção, o visitante gosta do que vê. Faz uma viagem no tempo”, analisa a curadora.

A maquete do Plano Piloto foi especialmente concebida para a exposição a partir de imagens de satélite, em alta resolução, medindo 6 x 4,80 metros, considerando a escala de 1:3500.

Será possível ver, por exemplo, maquetes de edifícios projetados por Oscar Niemeyer; desenhos e maquete fotográfica do plano urbanístico de Lucio Costa; esculturas de Maria Martins, Bruno Giorgi e Alfredo Ceschiatti; e fotografias de Marcel Gautherot e de Mario Fontenelle.

Ao final do percurso, a curadoria propõe olhar para a representação contemporânea de Brasília por meio de obras dos artistas Alex Flemming, em alusão à arquitetura da Catedral, as fotos dos principais monumentos do fotógrafo de natureza Fabio Colombini e as obras de Naura Timm, que apresenta uma série de esculturas inspiradas pelo Cerrado, bioma em que a cidade foi edificada.

A Embaixada do Brasil em Londres está localizada no centro da cidade, perto de importantes museus como a National Gallery e galerias que frequentemente apresentam mostras internacionais.

“No caso desta mostra em Londres, contaremos a história da participação do inglês Willian Holford, um dos jurados do projeto de escolha do plano urbanístico da cidade de Brasília. Sua participação foi fundamental na escolha do Plano Piloto de Lucio Costa como projeto campeão”, conta Danielle.

A mostra ficará em cartaz de 30 de julho a 30 de agosto.

Estará disponível para venda um catálogo bilíngue da exposição, em inglês e português. As 292 páginas trazem textos, imagens e extenso memorial documental do projeto.

A exposição esteve em Brasília em 2015. “Para 2020, quando Brasília completa 60 anos, estamos preparando uma grande exposição, com muitas novidades. Inclui uma mostra na capital e também levar a história para outras cidades do Brasil”, adianta Danielle.

Fonte: GPS

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